sábado, 6 de agosto de 2011

mais um vídeopoema experimental



o polietileno demora milhões de anos pra se decompor; para os humanos de plástico basta um clique: apagar contato.

tenho os lábios sangrados. uma amiga que conta como me quer em suas peripécias sexuais com uma garota, duas, três, quatro ou cinco caras. um amigo que quer fazer sexo comigo e com outra e outras, ao mesmo tempo. tenho um homem que acha que é meu companheiro, que por isso me quer como num filme sérvio. útero, ovários, orifícios vários além do verso. tenho uma lembrança asquerosa, cheiro de sexo junto aos pelos no ralo do banheiro. ganhei poemas cheios de dedos, um afago antes do tapa. quem disse que o sexo é libertação? a poesia, sim, as pessoas que a fizeram segundo o chamamento de mim. mas eu não sou meu duplo.

[elogio ao corpo, nina rizzi]

4 comentários:

Templo da Poesia disse...

Muito bom, sua voz é maravilhosa

Assis Freitas disse...

gosto do desassossego que reina por aqui, saio lido

cheiro

Tania regina Contreiras disse...

Uma viagem: excelente!

Adriana Godoy disse...

Ninuska, aplausos!!! E uma flor branca pra vc. Beijo