tradução



alguma tradução: sítio onde publico anotações sobre a tradução da obra poética de Alejandra Pizarnik, e também algumas experimentações e outros textos e projetos em tradução.
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EM OUTRAS PARAGENS:

Poemas, Jacobo Fijman, in: escamandro - poesia, tradução


Poemas, Romério Rômulo, in: Panorama Cultural de Suécia 


Poemas - Óscar Hahn,  in: Germina - Revista de Literatura & Arte

O Sonho, Donato Ndongo-Bidyogo, in: Revista Modo de Usar & Co.

Manifesto (Falo por minha diferença), Pedro Lemebel, in: Revista Modo de Usar & Co.

A morte aos pés da poesia, Oscar Hahn, in: Revista Literária em Tradução 9º

Torre de Babel - dois poemas, Oscar Hahn, in: Revista Cult, 194

Torre de Babel - quatro poemas, Oscar Hahn, in: Zunái - Revista de Poesia e Debates 

Homem com Minotauro no Peito, Enrique Serna, in: Revista Cisma/ USP

Susana Thénon: Habitante do nada, in: Revista Ellenisnos

Anos, Cesare Pavese, in: escamandro

A Cara da Desgraça, Luís Rosales, in: Zúnai - Revista de Poesia e Debates

Correspondência erótica para Flora A., in: Revista O Acrobata e Zunái - Revista de Poesia e Debates

Outros Poemas - Alejandra Pizarnik, in: Revista Literária Em Tradução 6º

Dédalus Joyce, de Alejandra Pizarnik, in: Traduzir Fantasmas

Uma tradução inédita de Richard Blanco, in: Jornal Opção

Uma tradução inédita de Nicanor Parra, in: Jornal Opção

Três traduções inéditas de Carlos Peliccer, in: Jornal Opção

Eva Perón, de Juan Carlos Onetti, in: Jornal Opção

Duas traduções inéditas de Manuel Bandeira, in: Revista Bula

Três poemas de Juan Carlos Onetti, in: Revista Bula

 Poesia Completa, Um Conto Inédito e Fragmentos de Juan Carlos Onetti - Tradução de Nina Rizzi, in: Germina Revista de Literatura e Arte
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PROJETO IMPUBLICÁVEL: METATRADUÇÕES E TRANSCRIAÇÕES 
DE MAR ALEDIS ESTANYOL


[Im-publicable:]
Mar Aledis Estanyol, Ocurrió en los Albores, ed. Mariposas, 1983.

Su coño es una catedral barroca del silencio
y yo soy el lenguaje que hace sagrada y la perra,
el más sagrado de niñas de las flores - de acción,
las hembras más jodida consagrado por la oración.

(Lo confieso, el primer verso se refiere a un poema del
Fernando Pessoa, no recuerdo exactamente cual,
algo, si no recuerdo mal:
"Tu silencio es un barco de velas").
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[Im-publicável:]
Mar Aledis Estanyol; Tradução Nina Rizzi

Tua xoxota é uma catedral de silêncios barrocos
e eu sou a língua que a faz sagrada e puta,
a mais sagrada das raparigas em flor(ação),
a mais puta das fêmeas consagradas pela oração.

(Confesso, o primeiro verso remete a um poema
de Fernando Pessoa; não me lembro exatamente qual,
algo assim, se não me falha a memória:
"Teu silêncio é uma nau de velas pandas").
*


POEMA
Mar Aledis Estanyol, Ocurrió en los Albores, ed. Mariposas, 1983.

En esta calurosa alba
- Aunque también muy fría -
Quiero decir una cosa,
para empacar sus sueños a una distancia:
te quiero mucho.
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POEMA
Mar Aledis Estanyol; tradução Nina Rizzi

Nesta madrugada quente
- e ao mesmo tempo bastante fria -
quero te dizer apenas uma coisa,
para embalar os teus sonhos à distância:
te amo muito.
*


Poema no imprimible
Mar Aledis Estanyol, Ocurrió en los Albores, ed. Mariposas, 1983.

Su coño sabrá de qué?
Amanecer de un renacimiento?
Un girasol de Van Gogh?

Su boca se muestra de lo que?
De una manga escondidas?
Un guayabo codicioso?

¿Cómo te gusta?

Las nubes y los árboles lo saben muy bien.
Y con los que sienten,
como el culo sentir el sol me iluminará.
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Poema Impublicável
Mar Aledis Estanyol; tradução Nina Rizzi

A tua buceta terá o gosto de quê?
De uma aurora renascentista?
De um girassol de Van Gogh?

A tua boca terá o gosto de quê?
De uma manga manhosa?
De uma goiaba gulosa?

Como será gostar de você?

As nuvens e as árvores o sabem muito bem.
E com elas as sentirei,
como sentirei o teu cu-sol a me iluminar.
*