quinta-feira, 21 de junho de 2012

FRAGMENTO PISADO DE UMA URNA GREGA

[Para Fernando Monteiro] 


Este pedaço de pedra em minhas mãos já foi a Acrópole
e  já foi uma ideia de viagem, um mistério do velho Elêusis, um nome
de poeta e de outro poeta, careca – como nunca grego - 
[e grego, primo do primeiro poeta.

Ouvi da pedra: é penteliana, mas já não digo
das brincadeiras que se faz com nomes, entre o
Agora, o Beijo e o Pentélico.

Este pedaço de pedra assassinou muitas gentes em suas passadas
e o faz agora, mas muito doce, com os meus olhos
cascalhos que despedaçam ou um lobo convertido em pedra.

1 comentários:

Verso Aberto disse...

pedras poetam
apenas o peso de suas verdades

já as mãos
essas não

abs